
to numa vibe reflexiva hoje. tava pensando sobre o que escrever, mas acho que uma boa postagem é quando vem de dentro de você, mas de dentro meeesmo, coisa que acho que fiz poucas coisas vezes, pra não dizer que fiz apenas uma. a verdade é que euris cavalcante não se expressa muito bem, e quando se expressa usa um falso bom humor pra disfarçar o quanto ele tá de saco cheio e triste de certas situações. ele tá preso, ou se sente como tal, meio que numa solitária. vamos mudar pra um manicômio, ele tá numa sala, usando uma camisa de força - por isso é tão difícil se locomover - e usando aquelas paradinhas que tampam a boca da pessoa - e por isso ele não fala o que sente.
ultimamente tem sido bem difícil encarar as coisas como elas são. os caminhos que a vida tem tomado não são os que mais me agradam. talvez nem foram os caminhos pelos quais eu esteja passando, talvez eu sempre estivesse passando por eles e só agora eu vejo que a paisagem é estranha, fria e escura. antes eu até pensava que essa paisagem combinava comigo, nunca fiz questão do sol, dos dias felizes, mas depois que se experimenta o calor é difícil deixar de querer pegar um sol na beira de uma piscina e sentir que o mesmo sol que te faz um mal e te faz envelhecer precocemente é o sol que te aquece e te faz sentir vivo. FIM DO PRIMEIRO ASSUNTO.
COMEÇO DO SEGUNDO. (ainda usando a historinha dos caminhos).
sinceramente não lembro quando comecei a andar por esse caminho ordinário (tenho ódio dele) acho que ninguém que anda por ele sabe realmente quando ele começa. talvez quando a gente nasce a gente caia direto nele, mas não sei. sei que ao mesmo tempo que essa estrada me faz sentir raiva ela me faz pensar sobre ela e na possibilidade dessa merda ser o único caminho. se o único jeito for passar por ele, pode-se dizer que passarei o resto da vida frustrado. FIM DO SEGUNDO ASSUNTO.
então.. a verdade é que com tantos caminhos eu me sinto uma galinha preta no meio da encruzilhada, me sinto morto, dentro de uma bacia cheia de sangue, meu pescoço tá pendurado, além dos caminhos eu só vejo uma vela, a vela do mal, e uma garrafa de vinho barato que por mais que eu seja uma galinha e não beba sei que o vinho é muito gostosinho e me embebeda fácil fácil.
meu nome é macumba (morta e que na maioria das vezes to ali pra fazer mal a alguém, que no caso o alguém sou eu mesmo).
