O post de hoje vai ser dividido em duas partes:
da alegria pra melancolia (parte I) Dia 16 fiz 20. Meu Deus, eu digitei errado o número 30 e apaguei e mesmo assim senti o peso que sentiria se estivesse fazendo realmente trinta. Euris não gosta do fato da velhice, Euris detesta a idéia da morte. Euris adorou o niver que teve. Seus amigos estavam lá, seus familiares estavam lá. Tudo estava perfeito, ou quase, mas esse quase não me entristeceu. Não tanto. Fui feliz. De madrugada é que me deu a sensação do tempo que estava passando. Do tempo que nem espera, do tempo que correu e eu não vivi. Alguém já parou pra pensar no fato de que REALMENTE IREMOS MORRER UM DIA? Quando paro pra pensar dessa maneira vejo que me estresso com tantas coisas pequenas. Que não falo o que deveria ser dito, que não abracei quem deveria ser abraçado e respondi o que não era pra ser respondido.
Um dia eu REALMENTE IREI MORRER e quando esse dia chegar não quero que minha lista de arrependimentos seja maior que a lista de prazeres que eu tive.
da reflexão pra realidade (parte II): lá vem reflexão, sinceramente pensei que elas iam parar. Pensei que ia começar a escrever coisas leves, sem reflexões. Eu tinha a certeza que ia começar a ser fútil, coisa que eu gosto um pouco de ser. Aí comecei a voltar a uma rotina. Comecei a ver o que pensei que não faria falta. Depois do que falei imaginei que tinha exorcizado, mas isso nem rolou. Vida traiçoeira. Então hoje eu refleti, quero muito tá enganado na reflexão (por mais que minha cabeça diga sempre “mantenha os pés no chão”), mas vamos ao meu modo de pensar:
O tempo está frio. O tempo está frio como as nossas vidas. Nele não tem raio de sol, e é como o nosso único amigo fosse o vento gélido da solidão. Meio que sem pensar com pensamentos pensados, às vezes detalhados demais a gente se aproxima. Seja pra se aquecer, seja pra ter alguém por perto pra espantar o vento que nos deixou solitários. Mas definitivamente não nos unimos por uma idéia em comum. Depois que o tempo não era tão frio, também não era quente - na realidade, pelo menos pra mim, não será quente durante algum tempo – a gente mesmo junto se viu só. De repente uma mão não segurava tão fortemente como a outra segurava. Merda ela não tá segurando mesmo. Cada um pára e pensa no que vai dizer, mas nenhum dos lados fala nada (malditos sejam os medrosos). O frio voltou e o vento soprou. Os dois estão novamente sós, mas agora eles não podem mais se aquecer porque já perceberam que não compartilham de uma só idéia. A verdade é que eles estão separados agora. E mesmo assim, não sei por que, eles estão juntos. Por mais que eu odeie eles estarem juntos, o que posso fazer se eles estão? Talvez o que os mantêm unidos seja o excesso de caminhos que eles têm que escolher, e os caminhos que infelizmente quem tem escolhido até o momento é o vento frio da solidão.
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