Eu voei por centenas de ventos por aí, todos me agradavam me ajudando a chegar onde eu queria. Estava pairando em um mundinho pequeno, umas vezes voava mais que o normal porque apreciava certos tipos de ventania, porém logo depois estava de volta ao chão. Aí que eu vi uma boca, vi dentes brilhantes, bons sons saindo de uma boca macia. Como eu chegaria naquela boca? As chances eram mais que remotas, mas do nada, o vento, que tantas vezes tinha passado por mim me ajudou mais uma vez e eu consegui chegar perto daquela boca, destino? não sei. Acho que parei em um nariz, diante de dois enormes olhos castanhos. Eu conseguia sentí-los olhando pra mim durante algum tempo e eu gostava daquilo. Uma mão me pegou, daí que eu fui cheirada, analisada e agora eu estava sendo tocada, eu era macia, dava pra saber isso porque me acaraciaram por um tempo bem longo. Apesar de me sentir presa naquela mão, eu estava feliz porque era algo que nunca tinha sentido antes. A mão começou a me levar até a boca, a boca rosada dos dentes brilhantes. Eu estava presa entre dois dedos enquanto sentia um hálito fresco perto de mim, ouvi palavras mas nem sei bem o que significavam. De repente comecei a sentir uma brisa. A brisa pára e depois continua, pára e continua, isso foram muitas as vezes.
Então eu sinto os dedos me soltarem, e agora sinto um sopro, macio, porém forte, um sopro que era impossível não se apaixonar, ele foi diferente de todos os ventos que eu já tinha voado antes, mas ele estava ali apenas pra me abandonar no ar, me fazer voar e me deixar cair, não importa o que ele tenha feito antes comigo.
Rodei, girei, fiquei até tonta. Quando caí no chão e refleti durante algumas horas, dias, não sei dizer ao certo, cheguei a conclusão de que tinha passado por inúmeros ventos, me envolvido com todos e gostei mais da brisa quente da boca rosada, e que apesar de ser apenas essa pena branca senti pena da boca que me soprou pra longe, ela nunca vai poder voar, ela não se permite a isso, a ser livre e deixar ser levada pelo desconhecido. Eu uma pena, sentindo pena. Pena do sopro que nunca vão sentir, do vôo que eu dei e da aterrisagem que eu senti. Tudo isso é uma pena.

Meu nome é: pena de uma Fênix, curto meu tempo, queimo e depois renasço.
4 comentários:
menineee..TÃO escritor *-* sério..todas ama esse texto..mesmo,mesmo e mesmo..adorey a parte "Eu,uma pena sentindo pena" arrasando baby baby ;*
(F)
KKK mirian disse qeu quanto mais dói mas se tem criatividade, então acho que minha criatividade vai acabar logo logo. oremos
Adorei esse post hehehe...
Estou te seguindo viu amigo e espero lhe encontrar mais no meu blog ^^
AahEudes estarei no seu blog sim. Bj
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